A nova versão da norma ISO/IEC 17025 requer que os laboratórios definam nos seus programas de auditoria quais os métodos de auditoria a utilizar. Nesta matéria ainda há alguns laboratórios que confundem os métodos de auditoria com os métodos a auditar. Este breve vídeo pretende ajudar a compreender o que são os métodos de auditoria.

 

Já se encontra disponível no site do ForMEQ a versão em Português do Guia Eurachem/CITAC: Utilização da incerteza na avaliação da conformidade. O primeiro de muitos documentos a disponibilizar!

https://www.eurachem.org/images/stories/Guides/pdf/Interpretation_with_expanded_uncertainty_2007_PT.pdf

O ForMEQ, Fórum Internacional para a Metrologia e Examinologia em Química, tem como objectivo promover a qualidade das análises quantitativas e qualitativas em Química, em particular a objectividade da interpretação dos resultados destas análises, para e em países lusófonos.

Esta missão é cumprida através da produção de conteúdos em Língua Portuguesa de Metrologia e Examinologia em Química, as ciências da medição e análise qualitativa (exames) em Química, respectivamente. Este fórum foi criado devido ao grande impacto socioeconómico e frequente baixa qualidade das avaliações em Química realizadas em todo o mundo, e à falta de conteúdos em Língua Portuguesa úteis para o estabelecimento de estratégias de protecção de todas as partes interessadas nestas análises.

https://formeq.org/

 

A nova versão da norma ISO/IEC 17025 incorpora o pensamento baseado no risco. Sendo certo que cabe aos laboratórios identificar os riscos associados às suas actividades laboratoriais, ficam aqui algumas dicas para a identificação de riscos e oportunidades no cumprimento dos programas de auditoria

A segunda edição da formação “International Master Class to find cost effective ways for the transition into ISO/IEC 17025:2017 – From theory to practice" teve lugar em Bruxelas de 5 a 7 de Dezembro de 2018.

Este evento, organizado pela AIM e EC4LE, reuniu técnicos e responsáveis de laboratórios, representantes de organismos de acreditação e formadores internacionais experientes, oriundos de Portugal, Montenegro, Croácia, Chipre, Bélgica, Estónia, Roménia e Itália.

A dimensão internacional deste evento permitiu que os participantes tivessem uma visão mais ampla sobre como aplicar a revisão da norma ISO / IEC 17025.

Os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar os seus problemas e experiências num  curso muito interactivo, e discutir com os formadores e seus pares as questões muito específicas com se estão a deparar no processo de transição para a nova edição da norma ISO / IEC 17025:2017.

Esperamos poder contar com a vossa presença nos nossos próximos eventos internacionais em 2019!

 

 

As medições, na maioria dos casos, não são um fim em si, mas fornecem os meios para tomar decisões objectivas, por exemplo avaliar se um produto está em conformidade com determinados requisitos ou se um conjunto de medidas difere significativamente de outro.

 

A nova versão da ISO IEC 17025:2017 refere que sempre que um laboratório forneça uma declaração de conformidade a uma especificação ou norma, deve documentar a regra de decisão utilizada, considerando o nível de risco (tal como falsa aceitação e falsa rejeição e pressupostos estatísticos) associado à regra de decisão empregada, e aplicar a regra de decisão (7.8.6.1).

 

Mas o que é então a regra de decisão? Trata-se da regra que descreve como a incerteza da medição é considerada ao declarar a conformidade com um requisito especificado, tendo em conta um nível aceitável de probabilidade de tomar uma decisão errada.

Os requisitos tipicamente tomam a forma de um ou dois limites de tolerância, que definem um intervalo de valores permissíveis, chamado intervalo de tolerância, de uma propriedade mensurável do produto. Se o valor verdadeiro da propriedade se encontrar dentro do intervalo de tolerância, diz-se ser conforme ou, caso contrário, não conforme.

 

Dando seguimento ao ciclo de publicações relativo a temas e conceitos que consideramos relevantes para a transição para a versão de 2017, hoje vamos abordar o tema “confidencialidade”.

 

Embora não se tratando de um requisito novo (o ponto 4.1.5 c da versão de 2005 já remetia para a necessidade de garantir a protecção de informação confidencial e dos direitos de propriedade dos clientes) o grau de detalhe e exigências relativas a esta matéria são bastante maiores na nova versão da norma.

 

Que tipo de informações devemos então considerar confidenciais? O mais óbvio, e que tem sido objecto de maiores cuidados relativamente a esta matéria, são os resultados dos ensaios/calibrações produzidos pelo laboratório. No entanto, à luz da ISO/IEC 17025:2017, a garantia de confidencialidade vai muito para além disso, por exemplo informação sobre quem são os clientes que encaminharam determinado produto para ser ensaiado ou calibrado ou solicitaram uma dada amostragem, quais os tipos de produtos que são ensaiados/calibrados/amostrados pelo cliente, dados da organização do cliente, dados pessoais - em suma todas as informações do cliente que não são tornadas públicas por ele.

A ISO IEC 17025:2017 “REQUISITOS GERAIS DE COMPETÊNCIA PARA LABORATÓRIOS DE ENSAIO E CALIBRAÇÃO” foi publicada há quase um ano subsistindo ainda algumas dúvidas relativamente à sua implementação. Em Portugal as avaliações segundo a nova versão da norma iniciar-se-ão em Janeiro de 2019 (para todos os laboratórios, acreditados ou candidatos à acreditação) deixando o IPAC de realizar avaliações presenciais face à ISO/IEC 17025:2005. Até o final de Agosto de 2020 todos os laboratórios deverão fazer evidência de resolução de não conformidades associadas aos novos requisitos da ISO/IEC 17025:2017, garantindo-se assim a transição para a nova versão da norma até 31de Novembro 2020, tal como acordado internacionalmente.

 

Iniciamos hoje um ciclo de publicações relativo a temas e conceitos que consideramos relevantes para a transição para a versão de 2017, incidindo hoje na IMPARCIALIDADE.

 

A Secção 4.1 trata da imparcialidade, incluindo os requisitos para que as actividades laboratoriais sejam realizadas de forma imparcial; geridas e estruturadas de forma a salvaguardar a imparcialidade, bem como a exigência de identificar riscos à imparcialidade.

 

Saiu o "Guía para la aplicación de UNE-EN ISO/IEC 17025:2017" - Um bom suporte para a implementação da ISO/IEC 17025:2017, edição em espanhol da AENOR. Clique para fazer o donwload: http://www.aenor.es/

 

 

Decorreu nos passados dias 11 a 13 de Abril 2018 a "MASTERCLASS TRANSITION TO NEW 17025:2017" organizado pelo EC4LE, em colaboração com a AIM. A formação decorreu em Zagreb e teve a participação de formandos de 9 nacionalidades diferentes (Portugal, Espanha, Croácia, Estónia, Geórgia, Rússia, Bélgica, Itália e Irlanda).


A formação teve como objectivo indicar aos formandos não apenas as alterações introduzidas na nova versão da norma mas também indicações sobre a preparação para uma transição sem sobressaltos.

 

A discussão das temáticas foi extremamente proveitosa e dinâmica, sobretudo pela possibilidade de discutir a interpretação da norma à luz das linhas de orientação dos diferentes organismos nacionais de acreditação. Estamos ansiosos por repetir o curso logo que possível!

 

 

 

 

TrainMiC é um programa europeu que visa harmonizar a formação em Metrologia Química, criando redes nacionais de partilha de ferramentas para a melhoria da qualidade dos resultados analíticos. Destina-se a todos quantos, numa abordagem transversal, ensinam, produzem, compram ou avaliam resultados de medições químicas.

Um dos requisitos das normas ISO/IEC 17025 e ISO 15189 é a formação do pessoal, sendo a sua qualidade um factor decisivo no desempenho dos laboratórios. O programa TrainMiC tem feito um esforço significativo para fomentar a melhoria da qualidade da formação em Metrologia Química, promovendo regularmente encontros internacionais com a sua rede de formadores.

 

Este ano, coube à equipa Portuguesa organizar de 24 a 26 de Setembro uma Master Class, com interesse particular para a comunidade de formadores TrainMiC mas aberta a todos os responsáveis pelo desenvolvimento de programas de formação na área da metrologia química, onde serão debatidos os seguintes temas:

 

  • Como fazer o levantamento das necessidades de formação e definir objetivos de aprendizagem inteligente?

  • Como desenvolver atividades de formação económicas e eficientes?

  • Como avaliar a eficácia da formação?

  • Recurso a cursos em ambiente e-learning: Como projetá-los e implementá-los? Como colaborar com isso como uma comunidade?

  • Como criar interatividade nos cursos?

  • Quais são as estratégias adequadas de aprendizagem para adultos?

  • Material de ensino TrainMiC

  • Estado da arte, necessidades de atualização?

  • Possibilidade de desenvolver formatos de curso diferentes?

  • Qual é a necessidade de formação no idioma local?

     

  

 

Para mais informações sobre o evento por favor consultar o folheto em anexo. As inscrições estão disponíveis no site da SPQ.